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Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família acompanha mais de mil famílias em Guarapuava

14/07/2023

O PAIF acompanhou mais de mil famílias de janeiro a abril de 2023, trazendo atividades e ações socioeducativas, na área de lazer, saúde e Direito. Somente neste período, oitenta novas famílias foram inseridas no acompanhamento do serviço.

 

Nesta sexta-feira (14), o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) realizou seu encontro semanal. Um grupo de mais de vinte e cinco mulheres participou da oficina de artesanato que foi disponibilizada no Centro de Referência de Assistência Social, CRAS I, no bairro Xarquinho.

 

O PAIF acompanhou mais de mil famílias de janeiro a abril de 2023, trazendo atividades e ações socioeducativas, na área de lazer, saúde e Direito. Somente neste período, oitenta novas famílias foram inseridas no acompanhamento do serviço.

 

No encontro desta sexta-feira, a oficina de artesanato trouxe técnicas de crochê e bordado para as mulheres que participaram, sob a supervisão da professora Ivani Prado Paiola.

 

“Em cada grupo, procuramos fazer sempre o mesmo trabalho. Mas há sempre inovação. Por exemplo, aqui nesse grupo, nós temos também mulheres com deficiência visual. Por isso, trouxemos técnicas onde elas também podem trabalhar. É uma coisa muito boa e que elas gostam. É como uma terapia”, ressaltou a professora.

 

Ivani ainda destaca que o projeto não é voltado apenas para mulheres e que a cada encontro uma forma de artesanato é trabalhada. “Realizamos vários tipos de trabalho, como pintura, patchwork, colares feitos com tecido e com lã. Isto é inovação na maneira de criar”, concluiu a supervisora da atividade.

 

Para a psicóloga que acompanha os encontros do grupo, Tatine Zai Ramos, o momento, além de trazer o aprendizado para as mulheres, oportuniza a socialização e inclusão das famílias atendidas pelo serviço.

 

“Os encontros são intercalados. Em uma sexta-feira, fazemos oficinas. Hoje, temos o artesanato, com crochê e bordado. Na outra sexta-feira, realizaremos o grupo de conversa em que tratamos sobre vários assuntos que envolvem a proteção à família, a questão da mulher em casa e com a família, a questão da autonomia, da confiança e os direitos delas também. Normalmente, são mulheres de famílias que já são acompanhadas pelo CRAS. Esse acompanhamento é a oportunidade que eu, como psicóloga, tenho de estar mais próxima de cada uma delas. Aqui, elas estão fazendo a sua atividade de artesanato, que envolve a questão manual. Mas no momento, eu já estou conversando e perguntando como é que está a situação em casa, com a família, como está a saúde mental e tudo o mais”, salientou a psicóloga.

 

Para as mães que não têm com quem deixar os filhos, o programa também conta com o chamado PAIFinho, um espaço onde as crianças realizam atividades com uma equipe pedagógica na mesma Unidade do CRAS.

 

Segundo as participantes, os encontros não são apenas momentos de descontração, mas também trazem temas relevantes para o aprendizado em suas vidas.

 

“Eu gosto bastante porque me distrai. Ficar só em casa é muito ruim. E o artesanato me ajuda porque eu tenho muita ansiedade. Eu trago as crianças junto comigo também e elas ficam brincando, participando. É maravilhoso. E as conversas em grupo também são muito boas. Entendemos sobre tudo o que podemos e o que não podemos fazer. Pensamos nas consequências de tudo. Ajuda muito”, expressou Nauana Cordova.

 

“Eu gosto de participar. Apesar da dificuldade da visão, eles ajudam bastante. A professora sempre auxilia em tudo, e todas as sextas-feiras eu estou aqui. Quando preciso trazer minha filha eu posso. É bom ter um lugar que ela possa vir junto comigo, sem me preocupar”, comentou Marciana de Oliveira Santos.