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Projetos da Unicentro em parceria com a Secretaria da Mulher ganham prêmios nacionais do Expocom

14/12/2020

O trabalho de combate a violência contra as mulheres de Guarapuava está sendo reconhecido pelo Brasil. Prova disso foi que, na última semana, dois projetos da Unicentro desenvolvidos em parceria com a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres foram premiados na fase nacional do Expocom 2020 (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação), o Projeto Florescer e o “Não é sua culpa”.

 

É incrível ver que a nossa rede de enfrentamento a violência, por meio da Unicentro, vem recebendo prêmios nacionais. O fato de dois projetos da universidade conquistarem estes prêmios de destaque, demonstram o quanto as políticas públicas para as mulheres e a extensão universitária têm um salto de qualidade gigantesco, quando estão trabalhando juntas. Mais do que suprir uma necessidade da rede, os projetos foram lindamente desenvolvidos, com muita capacidade técnica, profissional e com amor! Por isso, foram premiados, pois quem tem a sensibilidade de desenvolver muito bem cada um desses produtos são os acadêmicos (as) do jornalismo, destacou a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Priscila Sharan.

 

A coordenadora de ambos os projetos, professora Ariane Pereira, celebra a conquista do meio acadêmico com o poder público. “Os prêmios demonstram a importância das universidades públicas e como a parceria entre elas e o Poder Público, no caso a Prefeitura de Guarapuava, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, tem como principal beneficiado a sociedade civil. Afinal, os dois projetos têm como objetivo o combate a violência contra a mulher”, declarou.

 

Projeto Florescer foi desenvolvido em parceria entre o Curso de Comunicação da Unicentro e Secretaria da Mulher. Foto: Secom/Arquivo.

 

Em conferência online, o projeto de extensão Florescer levou o prêmio de melhor Projeto de Extensão do Brasil. Desenvolvido há cinco anos, o Florescer faz parte do projeto Maria da Penha nas Escolas, realizando um trabalho com os alunos da rede municipal. Até agora, mais de 500 crianças já participaram do projeto, que percorreu nove escolas da cidade. O objetivo é ensinar por meio de produtos educomunicacionais, que é possível formar um mundo com mais equidade, combatendo a violência e principalmente, desnaturalizar conceitos machistas. Assim, os pequenos exercitam a liberdade de expressão, enquanto atuam como protagonistas na construção deste conhecimento.

 

Já o Projeto Experimental “Não é sua culpa” levou dois prêmios: melhor site e melhor Produção Multimídia. Lançado neste ano, o projeto busca atender a uma demanda da Secretaria, do CRAM e da Rede de Enfrentamento a Violência Contra a Mulher. O trabalho busca facilitar o acesso a informações sobre a violência sexual, tanto para vítimas quanto para profissionais da saúde e da área de segurança pública, para que as mulheres e crianças vitimas deste crime possam saber a onde procurar ajudar e receber um atendimento humanizado.

 

Material do “Não é sua culpa” foi distribuído em hospitais, UBS, e outros locais para divulgar onde e como pedir ajuda em casos de violência. – Foto: SMPM

 

O Expocom é a maior premiação acadêmica da área da comunicação do Brasil, sendo promovido, anualmente pela Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdiscilplinares em Comunicação). Neste ano, o evento foi realizado entre os dias 1° e 10 de dezembro, em formato virtual.

 

Primeira etapa do projeto Maria da Penha nas Escolas – Foto: Arquivo/Secom

 

Maria da Penha nas Escolas

A cidade também se mobilizou para chegar mais próximo aos pequenos e tratar de questões de violência. A proposta do Maria da Penha nas Escolas é atuar de forma completa nas redes de ensino. Na primeira etapa, a equipe pedagógica recebe orientações do Numape e a Secretaria, para saberem identificar a violência e fornecer o encaminhamento adequado. Já a segunda etapa, pais e responsáveis se reúnem em círculos restaurativos, realizados pela equipe do Centro Universitário Campo Real. E a terceira etapa, envolve os alunos das séries iniciais com o Florescer. Em 2019, o projeto foi institucionalizado como Programa Educacional de Prevenção à Violência contra as mulheres em Guarapuava, através do projeto de Lei nº 2982/2019.