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Prefeito Celso Góes participa da abertura do Encontro Internacional Educação Ambiental e Emergência Climática: da reflexão à ação

29/11/2022

O Encontro Internacional tem apoio financeiro da prefeitura de Guarapuava, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, do CNPQ e da Fundação Araucária.

  

Na noite de segunda-feira, 28 de novembro, o Auditório da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), foi sede da abertura de um dos eventos mais importantes do ano em se tratando de Meio Ambiente. Na ocasião, a instituição de ensino recebeu o Encontro Internacional de Educação Ambiental e Emergência Climática, que vai até quarta-feira (30).

 

Os trabalhos que estão sendo promovidos em uma parceria entre o Programa de Mestrado em Ciências Naturais e Matemática (PPGEN), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guarapuava (SEMAG) e o Núcleo de Educação Ambiental da Universidade Estadual do Centro-Oeste (NEA-UNICENTRO), tem o intuito de favorecer a construção de conhecimentos sobre a emergência climática e proporcionar subsídios teóricos e práticos oportunos à mitigação e adaptação da mudança do clima. Segundo os organizadores, as atividades do encontro de três dias, estão em conformidade com o que orientam os principais estudos do campo, priorizando a pauta como um problema ecossocial, emergente e de extrema relevância, com potencial de trazer impactos diretos na comunidade científica, escolar, na sociedade e no meio ambiente local e global.

 

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Naturais e Matemática da UNICENTRO e coordenadora do evento, Adriana Massae Kataoka, abriu os trabalhos falando da alegria que é para ela, para sua equipe e parceiros, sediar um encontro desta natureza. Adriana pontua que discutir questões ambientais e mudanças climáticas é vital em todos os tempos, mas principalmente agora, quando o mundo passa por tantas mudanças bruscas, tanto na área política quanto de comportamento.

 

“Eu me sinto extremamente feliz em fazer parte de um encontro desta natureza. Graças ao esforço de muitos, está sendo possível promover este evento. Tivemos mais de quatrocentas inscrições tanto na modalidade presencial, quanto na on-line. E esta adesão reforça a importância do tema. Esta é a última etapa de um processo formativo. Hoje, nós buscamos o enfrentamento das mudanças climáticas. Isto é um ato de resistência. Sabemos que o cenário é outro e chegamos aqui com mais esperanças, pois esta é também uma preocupação do próximo presidente, como ele bem falou na COP 27 (Conferência das Nações Unidas Sobre o Clima). Não é tempo de exclusão. O momento é de unir a sociedade”, sublinhou a professora.

 

O reitor da UNICENTRO, professor Fabio Hernandes, deu as boas-vindas a todos e destacou que este é “um encontro de amigos”, pois falar do meio ambiente é uma responsabilidade de todos. Ele reitera que sem as parcerias que começam com afinidades e amizades, não haveria a possibilidade de dar andamento a um projeto com este tema. “Eu digo aqui, que este é um encontro de amigos. Falar de meio ambiente é algo tão íntimo e importante que precisa fazer parte do nosso dia a dia. Eu digo que em Guarapuava, eu tenho a felicidade de contar com pessoas muito importantes que sempre abriram as portas para todos os nossos projetos. Eu agradeço aqui ao prefeito de Guarapuava, Celso Góes e ao secretário de Meio Ambiente, Celso Alves de Araújo. Esses dois, com suas equipes dinâmicas, além do envolvimento com outras secretarias do município, sempre se mostraram dispostos a encarar todos os desafios junto com o setor acadêmico. Sem esse apoio, inclusive financeiro para encontros como os de hoje, nada seria possível.

 

O prefeito de Guarapuava, Celso Góes, pontuou sobre a importância de se discutir temas de tamanha relevância como a emergência climática. Celso ressalta que Guarapuava tem se tornado referência para todo o Estado em se tratando de preservação ambiental e isto mostra que o município está seguindo o caminho correto.

 

“Eu me sinto honrado em participar de um evento deste porte, onde as mentes mais brilhantes em se tratando de meio ambiente estão engajadas. Eu percebo que em ecologia, vivemos constantes desafios e não há mais tempo a perder. Nós precisamos de amplo debate, mas também de atitudes. Sem esta mobilização de toda a nossa população, nada de concreto ocorre. Portanto, eu sempre digo que Guarapuava não vai poupar esforços na realização de programas de preservação e recuperação do meio ambiente. Somos uma cidade ecológica e vamos melhorar cada vez mais”, enfatizou o chefe do executivo municipal.

 

Para o secretário de Meio Ambiente de Guarapuava, Celso Alves de Araújo, não há mais tempo a perder quando se fala em emergência climática. O secretário grifa ainda que a ecologia deve ser uma prática natural de todas as pessoas, pois afinal “todos nós dependemos dos mesmos recursos para continuarmos vivendo”.

 

“Nossa vida depende da ecologia, do meio ambiente. Este não é só um encontro para palestras e discussões acadêmicas. Aqui, vamos falar do que está sendo realizado, de coisas concretas. Tudo que está sendo discutido aqui, parte de estudos de campo, de um trabalho feito a partir de evidências. A construção do conhecimento deve ser uma constante, pois a partir de então, podemos entender sobre os direcionamentos, sobre os rumos que precisamos tomar”, sublinha Araújo.

 

Duas palestras marcaram a primeira noite do encontro:

 

“Desafios de Governança em tempos e Emergências Climáticas e Metamorfoses Sociopolíticas”, com Pedro Jacobi, da Universidade de São Paulo (USP) e “Como pensar urgência climática: gerações presentes e gerações futuras”, com Alfredo Pena-Vega, do Centre Edgar Morin (CNRS/EHSS).

 

Durante suas explanações, os dois contaram com a participação do público que pôde fazer perguntas e interagir.

 

SOBRE OS PALESTRANTES DA NOITE

 

Pedro Jacobi possui graduação em Ciências Sociais e em Economia pela USP. Ele também é mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Graduate Scholl of Designe pela Universidade de Harvard. Ele também é doutor em Sociologia pela USP.

Jacobi ainda é membro da Cordenação de La Red Regional Cambio Climático Y Tomada de Decisiones da UNESCO, e membro do Comitê Internacional do Instituto SARAS (South American Institute for Resilience and Sustainability Setudies – Uruguai).

 

“Esta é uma conjuntura que pode se modificar a partir de 1 de janeiro de 2023. Eu digo que é uma retomada do Brasil no contexto internacional. Com isso, temos de pensar muito no protagonismo do País em se tratando do clima. Outro tema que é fundamental, é o papel das populações tradicionais. E fazer esta reparação com os indígenas e os quilombolas é fundamental, é inadiável”, aventou o professor durante sua participação que se deu de forma virtual.

  

Alfredo Pena-Vega é investigador em socioecologia no Instituto Interdisciplinar de Antropologia Contemporânea (IIAC) pelo Centre Edgar Morin (CNRS/EHSS). Também é diretor Científico das Universidades Europeias de Verão presidido por Edgar Morin (2001 -2008). Foi membro fundador com Edgar Morin do International Research Institute for Política Reserarch on Civilization (2008 – 2017) e um dos fundadores da rede internacional Convivialistes, dirigida por Alain Caillé.

 

“Eu vejo sempre muitas dificuldades em implantar esses projetos. Nas conferências, nós apresentamos os resultados dos nossos trabalhos. Desta vez, na COP27, tivemos muitas restrições, inclusive, financeiras. Há uma crise muito grande quando se fala em investir nesses estudos. Levar pessoas a esses eventos, é muito difícil. Mas, por outro lado, isto é uma vitrine para que possamos mostrar nossos projetos, nossos anseios. Eu acredito muito na atuação dos jovens neste caminho para reverter as mudanças climáticas”, falou Alfredo durante sua explanação.

  

SOBRE O EVENTO

 

O evento faz parte da etapa final do curso Educação Ambiental e Crise Climática, alinhado com as principais organizações, uniões científicas, centros de pesquisas reconhecidos, em consonância com o que recomenda o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

 

Com isso, objetiva favorecer a construção de conhecimentos sobre a emergência climática e proporcionar subsídios teóricos e práticos oportunos à mitigação e adaptação da mudança do clima. As atividades estão em conformidade com o que orientam os principais estudos do campo, priorizando a pauta como um problema ecossocial, emergente e de extrema relevância, com potencial de trazer impactos diretos para a comunidade científica, escolar, na sociedade e no meio ambiente local e global. Entre os parceiros, apoiadores do evento, destacam-se, o Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN) da UENP, a Rede Interinstitucional de pesquisa em Educação Ambiental do Paraná, constituída pelos seguintes grupos de pesquisa LEPEC-UENP, GEPEACS-UFPR, SEMINARE-UEM, GEPEACOM-PUC-PR, GEPAFD_CN-UTFPR, GEPEC-UEPG e NUPECAMP-TUIUTI-PR, a Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental (REASul), a Rede Paranaense de EA (REA-PR) e o CEAPP-IPHAN-UFPR.

 

O Encontro Internacional tem apoio financeiro da prefeitura de Guarapuava, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, do CNPQ e da Fundação Araucária.