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Durante o 2º Webinário de Políticas para as Mulheres, deputada Cristina Silvestri destaca que “as mulheres são as mais afetas pela pandemia”

26/03/2021

Em pouco mais de um ano de pandemia, as mulheres vêm desempenhando múltiplos papéis na sociedade. Entre as desigualdades de gênero, o isolamento social tem causado sobrecarga de trabalho doméstico, como cuidado com os filhos, vulnerabilidade econômica e exposição à violência. Em Guarapuava, no ano de 2020 o CRAM  (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) registrou 521 novos cadastros e o aumento de 77,4 % de medidas protetivas concedidas. Os dados alarmantes foram apresentados durante o 2º Webinário Regional de Políticas para as Mulheres, que aconteceu na noite desta quinta-feira (25).

 

 

A pandemia afetou e muito a vida das mulheres, acarretando desigualdades e desafios existentes no passado, como a estrutura de mercado de trabalho. Por isso, pensando em uma forma de compreender esse cenário no Paraná e em Guarapuava. O nosso foco foi  dimensionar o problema e avaliar o contexto das mulheres na pandemia e como vamos superar isso, pensando no pós-pandemia, auxiliando as mulheres para o retorno”, explanou a vereadora e procuradora da Câmara de Guarapuava,  Bruna Spitzner.

 

 

A deputada estadual e procuradora da mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, Cristina Silvestri, enfatizou a figura da mulher como protagonista, destacando que 70 % da linha de frente no Combate à Covid-19, são mulheres. “Coube às mulheres todas as tarefas árduas, a mulher foi muito sobrecarregada, são gestoras da casa ainda com responsabilidade de educar os filhos. Estas que estão na linha de frente, vendo sofrimento e morte todos os dias, levam pra casa uma carga muito pesada, precisando em muitos casos, sozinhas fazer um trabalho psicológico para se dividir entre os cuidados que não são poucos”, enfatizou.

 

Com o foco em minimizar os impactos da pandemia na vida das mulheres, a jornalista e diretora da ONG Think Olga, Maíra Liguori, apresentou um importante estudo que representa os caminhos  possíveis a serem seguidos nesse cenário não apenas crise de saúde pública. Mas indo um pouco além, pesando no futuro das mulheres. “Hoje vivemos um tempo de aprofundamento  todas as desigualdades. Nossas feridas estão expostas. É, um momento histórico muito importante, para que a gente se revisite e não cometa os mesmos erros do passado,  que a gente se reconstrua como sociedade de uma forma mais igual”, destacou.

O evento encerrou com a mesa redonda sobre “Você é seu maior empreendimento: Possíveis caminhos para a redução da desigualdade social: empreendedorismo e economia solidária”, com a coordenadora do programa Economia Solidária, Bete Berton e a psicóloga e autora do livro “O dia da mudança”, Adriana Mendeiroz.

Para assistir na íntegra os dois dias de evento, acesse.