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Combate à violência contra as mulheres em tempo de Coronavírus

24/03/2020

Considerando as orientações da ONU Mulheres para Américas e Caribe que recomenda a “garantia da continuidade dos serviços essenciais para responder à violência contra mulheres e meninas, desenvolvendo novas modalidades de prestação de serviços no contexto atual e aumentar o apoio às organizações especializadas de mulheres para fornecer serviços de apoio nos níveis local e territorial”, e ainda o alerta da Procuradoria Estadual da Mulher da Alep (Assembléia Legislativa do Paraná), de que o casos de violência contra as mulheres aumentaram em três vezes durante a quarentena de prevenção ao Covid-19 na China, a Prefeitura de Guarapuava, através da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres mantém os serviços essenciais da Rede de Enfrentamento à violência contra as mulheres, sendo:

 

  • Patrulha Maria da Penha que monitora as mulheres com medidas protetivas; conforme protocolo da Polícia Militar
  • Casa Abrigo que acolhe mulheres em risco iminente de morte
  • CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher em situação de violência), que passa a fazer a triagem via telefone dos Boletins de Ocorrência
  • Delegacia da Mulher para o requerimento de medidas protetivas, conforme protocolo da 14ª SDP (Subdivisão Policial)
  • Poder Judiciário para a concessão de medidas protetivas, conforme protocolo do Tribunal de Justiça

 

Para o período de isolamento social, distanciamento ou quarentena necessários para evitar a proliferação do coronavírus, os serviços da Rede de Enfrentamento já citados, têm como prioridade a cessação da situação de risco de morte das mulheres em situação de violência, priorizando as medidas de segurança e proteção, certos de que, em normalizada a situação serão retomados os serviços de fortalecimento psicológico e socioassistencial.

 

Para isso, o CRAM continua recebendo os Boletins de Ocorrência da Polícia Militar e irá encaminhar os casos mais graves para a Delegacia da Mulher, o que não impede as mulheres de procurarem a Delegacia por conta própria. Os atendimentos presenciais do CRAM são limitados às mulheres em risco iminente de morte para encaminhamento para Casa Abrigo.

 

Demais atendimentos e dúvidas poderão ser tiradas no CRAM pelo telefone (42) 98405-6206. Em caso de emergências, também estão disponíveis os números 190, da Polícia Militar e 193, da Delegacia da Mulher.