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Call Center completa um ano zelando pela vida do Guarapuavano

19/03/2021

Há exatamente um ano, no dia 20 de março de 2020, começava a operar em Guarapuava o Call Center, que se tornaria referência e uma das principais frentes de combate à Covid -19 em Guarapuava.

 

Se em pouco mais de um mês, em abril os números de atendimentos já justificavam a importância do serviço, chegando a receber perto de 2 mil ligações/dia, hoje, completando um ano o 0800 642 0019 é o principal canal para tirar dúvidas e orientar as pessoas com suspeita de contaminação. O Call Center chega a casa dos  70 mil atendimentos neste primeiro ano de funcionamento. Aliás, o segundo serviço do Gênero  a funcionar na América Latina, que desde então, oferece orientação aos pacientes com suspeitas de contaminação,  como também monitora os casos confirmados.

 

O Call Center se tornou a primeira porta onde as pessoas batem, a procura de informações sobre suspeitas e as dúvidas com relação à pandemia.  Neste primeiro contato, estão medos, dúvidas de como agir para combater um inimigo invisível. É através deste serviço que as pessoas tiram suas dúvidas sobre o Coronavírus e são orientadas para os primeiros procedimentos.

 

Hoje, com esta grande procura, o serviço está sendo estendido e, em alguns momentos pode ter congestionamento de chamadas. A  espera pelo atendimento pode demorar um pouco, tamanha é a procura. Por isso, também estão disponíveis mais dois números de celulares exclusivos para atender pacientes positivados: (42) 9825 9154 e (42) 98425 9641 

 

Entre as muitas iniciativas adotadas por Guarapuava, desde o início da pandemia quando Celso Góes era Secretário da Saúde, colocavam a cidade como modelo e exemplo, com várias ações de enfrentamento ao coronavírus.

 

“ Já fomos a primeira cidade com população acima de 100 mil habitantes, com menos casos de óbito e contaminação. Hoje ainda, servimos de exemplo, e os números são muito melhores que de muitos municípios do mesmo porte. Seguimos trabalhando para cuidar da nossa gente, mas dependemos muito da colaboração de todos, principalmente no cumprimento do protocolo básico que é o uso de máscara, uso de álcool em gel e distanciamento social”, disse  o prefeito Celso Góes.

 

Denise de Oliveira, enfermeira e uma das coordenadoras do Call Center, lembra que o comportamento das pessoas mudou muito nestes primeiros 12 meses. É possível traçar o histórico do vírus neste período, através do comportamento das pessoas. Passado o impacto dos primeiros dois ou três meses, houve um relaxamento das pessoas. “ A partir dos seis meses de pandemia, as pessoas pareciam ter perdido o medo do vírus e se descuidaram com os sinais dos  primeiros sintomas. Isso pode ser somado ao crescimento da doença que vivemos nos dias de hoje. Um momento delicado e preocupante,  quando também enfrentamos  novas variantes do vírus com uma letalidade ainda maior.

 

Por isso, continua sendo muito importante estar atento aos primeiros sintomas e relatar ao Call  Center imediatamente. Uma equipe de médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, odontólogos, está apta a encaminhar e orientar os casos.

 

O Dia a Dia

No primeiro atendimento, são avaliados os sintomas. O problema é levado ao médico plantonista e a primeira providência é a recomendação de isolamento do paciente.  Dependendo do caso, e cada quadro tem sua característica, entra em cena a Unidade Básica de Saúde que em parceira com a equipe do Call Center, também passa a acompanhar o caso. Uma pessoa faz o contato diário, via telefone avaliando a evolução ou não de cada paciente.

 

Segundo  a Dra Suelen Borkoski, coordenadora do Caall Center- “a prescrição dos medicamentos e se não houver comorbidades – o paciente pode ser curado apenas com as orientações via telefone. O quadro muda quando é um paciente de risco, com comorbidades, com febre persistente e outros sintomas comuns da doença. Neste caso é feito o atendimento presencial em parceria com a  Unidade Básica de Saúde ou de Emergência (UPA).

 

Mesmo quando o acompanhamento pode ser feito com o paciente em casa, ele deve se manter isolado da família. Este paciente passa a ter todos os seus dados numa planilha, e assim, a UBS e a equipe do Call Center, tem atualizado todo o quadro clínico. As informações são feitas através de conversa telefônica.

 

A pessoa que sentir alguns dos sintomas:  febre persistente, cansaço extremo ou coriza, deve procurar o Call Center, ou Unidade de Básica de Saúde e de  Emergência.

 

Até que tenha o resultado do exame, o paciente deve se manter isolado não só do convívio social, do trabalho e não sair de casa, mas também deve evitar também o contato com as pessoas que moram com ele. Todos os objetos usados,  não devem ser compartilhados.

 

Lembre-se, o vírus não se locomove sozinho, precisa das pessoas para circular. Nãos seja um agente transmissor.