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“A epidemia da violência contra as mulheres” foi o tema da live alusiva ao dia Internacional da Mulher

08/03/2021

8 de março, dia para reconhecer as conquistas sociais, políticas e culturais das mulheres. Também é a oportunidade de chamar a atenção para a necessidade de acelerar os movimentos em direção à igualdade de direitos. Quase um ano após o inicio da pandemia, o isolamento imposto para mitigar seus efeitos levou a um retrocesso em muitas das conquistas na vida das mulheres. Como forma de reflexão a esses impactos, a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, realizou na manhã desta segunda (8), a live alusiva à programação especial do Dia Internacional das Mulheres.

 

Nosso objetivo é trazer esse debate para compreender ainda mais a realidade atual, apresentando os dados sobre violência e como vamos desenvolver soluções para amenizar os impactos da pandemia na vida das guarapuavanas”, explanou a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Priscila Schran.

 

 

Os dados levantados pela Organização Think Olga e apresentados durante a live, mostram que a responsabilidade com trabalho doméstico e de cuidados dificultou a realização do trabalho remunerado para 61% das mulheres em todo o país. 54% das mulheres tiveram dificuldades em pagar contas básicas no 1º semestre de 2020 e apenas 53% das mulheres conseguiram garantir a segurança alimentar familiar. “Sempre vivemos em uma realidade complexa para as mulheres no mercado de trabalho e com a pandemia os desafios são ainda maiores”, comentou a secretária.

 

Foram apresentados também, dados com os casos de violência doméstica durante a situação imposta pela crise da Covid-19. Trazendo a realidade para Guarapuava, a coordenadora do CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), Talita Forquim destacou o aumento no número de boletins registrados, de 2019 a 2020 subiu para 15,5%. Neste mesmo período, houve um aumento significativo, no número de medidas protetivas, sendo 73,4%.

“Temos um número crescente na violência praticada pelos parceiros íntimos de afeto, ou seja, namorado, companheiro, ou ex-companheiro, que inicia com a relação de posse. São indícios de alerta para possibilidade de feminicidio, por isso fazemos essa avaliação de risco para alertar essa mulher a buscar suporte e proteção para ela. Com esses dados apresentados podemos aprimorar a rede das mulheres e o serviço do CRAM”, finalizou.

 

Para continuar a discussão sobre o cenário da pandemia na vida das mulheres, a Procuradora da Mulher da Câmara de Vereadores, Bruna Spitzner apresentou o 2º Webinário Regional de Políticas para as Mulheres, que vai acontecer nos dias 24 e 25 de março, pelo youtube. Para participar basta clicar no link  e realizar a sua inscrição.