Prefeitura Municipal de Guarapuava
Em São Paulo, Valdir Cruz atrai olhares para a cultura e as belezas naturais de Guarapuava
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“Olha, cheio de cachoeiras. Deve ser muito divertido! Onde fica essa cidade mesmo? É aqui perto? Vamos lá algum dia desses?”. Esses, foram alguns trechos das conversas entre alunos do sexto ano de um colégio estadual de São Paulo que visitavam a exposição “Guarapuava”, no MIS (Museu da Imagem e do Som), na última sexta-feira (09), na capital paulista. “Para nós é uma grande surpresa ver quanta cultura e tradição existe no olhar de um fotógrafo. Além disso, nem sabíamos que existia uma cidade cheia de vida e belezas naturais chamada Guarapuava, que fica pertinho da gente”, exclamou a professora paulistana Maria Julia Andrade, que acompanhava os alunos pelos corredores do Museu que apresenta ao público o “Maio da Fotografia”, evento que, desde 2012, dedica o mês inteiro à fotografia, reunindo grandes nomes da arte em espaços tomados por exposições, seminários e oficinas.

Pelas paredes e corredores do MIS, vemos obras de artistas internacionais e nacionais fundamentais para a história da fotografia: como Gregory Crewdson (Por baixo das rosas), Josef Koudelka (Invasão 68 – Praga), Robério Braga (Luz Negra) e Valdir Cruz (Guarapuava). “Esse é um marco na história da nossa cidade para orgulhar todos os guarapuavanos. Essa exposição aqui em São Paulo é a maior prova do nosso potencial. Ver nossa cidade retratada por Valdir Cruz, nas paredes de um dos Museus mais renomados do país, nos mostra que estamos no caminho certo, do progresso e do desenvolvimento. Temos cultura e tradição que nos permitem traçar um novo caminho na história de Guarapuava”, disse orgulhoso o prefeito Cesar Silvestri Filho, durante a visita ao Museu, na companhia do artista Valdir Cruz. “Uma cidade sem cultura é uma cidade sem alma, por isso, desde que assumimos a administração de Guarapuava estamos investindo também em todas as formas de manifestações culturais”, completou o prefeito ao apresentar ao fotógrafo guarapuavano projetos da Corrente Cultural de Guarapuava e reassumir o compromisso de apoio à cultura.

Para Valdir Cruz, que vive há anos em Nova Iorque, acompanhar o novo tempo de desenvolvimento em sua terra natal é motivo de orgulho e incentivo a todos os artistas. “Estou acompanhando toda a transformação que Guarapuava está vivendo. É uma grande oportunidade de valorizarmos nossa terra e colocar nossa cidade no ponto de onde nunca deveria ter saído. E isso posso falar com muita propriedade, pois conheço todos os cantos da nossa Guarapuava e sei muito bem do potencial que temos para sermos referência não apenas para a região, mas para todo o país”.

A arte de Valdir Cruz, nas paredes do MIS em São Paulo, não apresenta apenas a cultura, tradição e belezas naturais da nossa terra. As obras do fotógrafo guarapuavano são um registro dos últimos 30 anos de vida do artista, que fotografou, minuciosamente, o sentimento de um povo que vive, admira e respeita sua terra. E isso fica explícito nas imagens de povos de das etnias que compõe a nossa Guarapuava. “As fotografias de Valdir Cruz fogem do senso comum, pois se, para muitos, documentar uma cidade é olhar para espaços urbanos e fotografá-lo através de suas vias públicas e imponentes edificações, aqui, ao contrário do que podemos imaginar, ela é vista como um espaço de convivência das diversas etnias que formam o nosso país – o europeu, o índio e o negro – cujos limites são contornados por exuberantes quedas d’água e deslumbrantes paisagens”, comenta Rubens Fernandes Junior, pesquisador e curador da exposição Guarapuava.

Sobre Valdir Cruz

 O fotógrafo Valdir Cruz mora nos Estados Unidos desde 1978, mas nos últimos 30 anos dedicou grande parte do seu tempo – e da sua vida – para fotografar Guarapuava, a 240 km de Curitiba, no Paraná, sua terra natal. O resultado são 4.500 negativos em preto e branco, feitos com filmes nos formatos 35mm, 6X6 e 4X5 polegadas. O próprio artista selecionou cerca de 40 imagens, todas em P&B, para esta mostra. Para Valdir Cruz, trata-se de um documentário socioambiental que registra de maneira autoral a transformação cultural inevitável do município durante os últimos 30 anos. Na abertura da exposição, Valdir lança o livro de título homônimo. Publicado pela Terra Virgem Edições, conta com 90 imagens, também selecionadas pelo artista.

“A fotografia é uma das formas com que posso apresentar aos outros, as pessoas e as histórias de Guarapuava. Tenho imagens de Guarapuava em umas doze coleções de museus nos Estados Unidos. Esse nível de interesse me encoraja a acreditar que este é um projeto documental visual muito forte”, diz o artista. “Valdir Cruz consegue transformar o banal em extraordinário ao circunscrever a fotografia como uma potência de valores pessoais, sociais e culturais distanciada das facilidades visuais contemporâneas”, observa Rubens Fernandes Filho, curador da mostra.

A habilidade do fotógrafo em transformar realidade em flashes de vida soma-se ao seu conhecimento profissional na escolha das técnicas de revelação e impressão. Há mais de 15 anos, Valdir trabalha ao lado de Robert Hennessey, responsável pela digitalização e tratamento das imagens. Hennessey é requisitado mundialmente quando se pretende atingir o mais alto nível na impressão de fotografia P&B em publicações, incluindo clientes na Europa e Ásia, além de instituições renomadas como MoMA (Nova York) e National Gallery (Washington, DC).

 



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