Prefeitura Municipal de Guarapuava
Ações marcam o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio em Guarapuava
Dia D feminicidio (32)

Diversos grupos de jovens e famílias de Guarapuava e região compareceram ao Teatro Municipal para participar de uma ação a favor da vida das mulheres, nesta segunda-feira (22). “É uma satisfação e um sentimento forte de esperança ver esse teatro lotado de pessoas que sonham com uma Guarapuava diferente, sem registros de violência contra as mulheres. Estamos juntos para construir uma cidade baseada na equidade, que não tolera nenhum tipo de violência e que a enfrenta com coragem, políticas públicas e articulação”, ressaltou a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Priscila Schran de Lima.

A lei que tornou 22 de julho o Dia D de combate ao feminicídio no Estado foi uma proposta da deputada estadual, Cristina Silvestri. As ações realizadas nesta data em Guarapuava e em outros 27 municípios do Estado são uma lembrança ao dia da morte da advogada guarapuavana, Tatiane Spitzner, em 2018. “O dia 22 de julho marca nossa luta e união de forças. A Tatiane é um símbolo e essa lei é uma homenagem a memória dela. É ela quem vai representar todas as Tatianes, Marias, Anas, enfim, todas as mulheres que foram e são vítimas da violência”, afirmou a deputada.

Neste evento, aconteceu ainda o lançamento do Projeto Tatiane Spitzner, uma iniciativa da OAB Guarapuava, sob responsabilidade da Comissão da Mulher Advogada. “Queremos contribuir com o trabalho já existente na Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, desenvolvendo ações práticas e eficazes relacionadas à justiça, buscando a redução da violência”, explicou a presidente da OAB Guarapuava, Maria Cecília Saldanha.

Quem passou pelo Teatro Municipal pode ver as 82 cruzes que representaram as vítimas de feminicídio no Estado no último ano; conhecer a exposição itinerante Nem tão doce lar; e a mostra de ilustrações e letterings feitas por artistas guarapuavanas. “A cena é bem impactante. Este evento está dando voz às mulheres que já foram vítimas e que não têm coragem de falar sobre o assunto. Acredito que com isso, cada vez mais, elas se sentirão encorajadas”, comentou a participante do evento, Cilyandra Paula.

Além das exposições, o público prestigiou a palestra com a jornalista Giulianne Kuiava, que abordou o ciclo da violência doméstica e a importância da denúncia; apresentações culturais com a cantora Anelize e Banda Libertação; e o talk show “Feminicídio: a ponta do iceberg”, com participação da secretária de Políticas para as Mulheres, Priscila Schran de Lima, coordenadora e psicóloga do CRAM (Centro de Referência e Atendimento às Mulheres em situação de violência), Camila Grande da Silva, titular da Delegacia da Mulher, Ana Hass, advogada e coordenadora da Cevige (Comissão de Estudos sobre Violência de Gênero), Sandra Lia, e professor do IFPR (Instituto Federal do Paraná), Eduardo Bishof.

O evento foi organizado pela Procuradoria Especial da Mulher, presidida por Cristina Silvestri, em parceria com secretarias municipais e instituições de Guarapuava, com apoio da Procuradoria da Mulher na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), OAB Paraná, OAB Guarapuava, Homem Real e Igreja Luterana.

Publicado em: 23/07/2019



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